terça-feira, 31 de julho de 2012

Abra uma Célula

Você que sente desejo de ganhar almas, eis aqui uma grande oportunidade. Você pode abrir uma célula em sua casa, seu trabalho, na escola, onde houver disponibilidade, nós da Igreja  Internacional Kadosh, oferecemos todo suporte como: orientação, estudos semanais, acompanhamento, tudo que você precisa para sua célula funcionar.

O que é uma célula?


Reunião de pessoas que tem o objetivo de estudar a palavra de Deus

Desenvolvimento


Uma reunião semanal com duração de uma hora, 


Abertura - Oração e apresentação pessoal;
Quebra Gelo - dinâmica para que os participantes interajam;
Estudo Bíblico Dirigido ( disponível toda semana em nosso blog). O líder deverá participar do RECICLAR, todas as quartas feiras em nossa Sede;
Momento de Busca - Ao som de musica cristã, faz-se um momento de busca a Deus;
Encerramento, oração e lanche.

Quem pode participar?

Todas as pessoas que você conhece, e que precisam de Jesus

Onde pode se realizar?

Em qualquer Lugar


Vamos ganhar almas para o Reino de Deus, faça parte dessa estratégia:

Se precisar da minha ajuda, orientação é só ligar  84 8862-3350 / 9636-0070/ 9410-7686,
Ema-il levinatal@hotmail.com

Atendemos em Todo Planeta. Onde você estiver podemos abrir uma célula junto com você.
FAÇA PARTE DESSE PROJETO, SE VOCÊ RECEBEU A SALVAÇÃO EM CRISTO, PARTILHE ESSA BENÇÃO, ABRA UMA CÉLULA.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Para Refletir !!!


  O último dia de vida
Naquela manhã, sentiu vontade de dormir mais um pouco. Estava cansado porque na noite anterior fora deitar muito tarde. Também não havia dormido bem.

Teve um sono agitado. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisava fazer na empresa.

Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado nem nas olheiras escuras, resultado das noites mal dormidas. Nem sequer percebeu um aglomerado de pelos teimosos que escaparam da lâmina de barbear. "A vida é uma seqüência de dias vazios que precisamos preencher", pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo.

Engoliu o café da manhã e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida.

Não notou que os olhos dela ainda guardavam a doçura de mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Não entendia por que ela se queixava tanto da ausência dele e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos.
Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava? Claro que não teve tempo para esquentar o carro nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo. Deu a partida e acelerou.

Ligou o rádio, que tocava uma canção antiga do Roberto Carlos, "detalhes tão pequenos de nós dois... "Pensou que não tinha mais tempo para curtir detalhes tão pequenos da vida.
Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos.

Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto, mas não podia, naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa. Agradeceu o convite, mas respondeu que seria impossível. Quem sabe no próximo final de semana? Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de poder estar com ele na hora do almoço. Mas ele foi irredutível: realmente, era impossível.
Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.

No que seria sua hora do almoço, pediu para a secretária trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde.
Nem observou que tipo de lanche estava mastigando. Enquanto engolia relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo concluiu que era um mal-estar passageiro.
Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou à sua mesa. "A vida continua", pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Nem tudo saía como ele queria. Começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido. Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha de mostrar resultados. Será que o gerente não conseguia entender isso?
Saiu para a reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando de dois em dois degraus.
Parecia que a garagem estava a quilômetros de distância, encravada no miolo da terra, e não no subsolo do prédio.
Entrou no carro, deu partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo o mal-estar. Agora havia uma dor forte no peito. O ar começou a faltar... a dor foi aumentando... o carro desapareceu... os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. Era como se o videocassete estivesse rodando em câmera lenta. Quadro a quadro, ele via esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas que mais
gostava.
Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã? Por que não foi pescar com os amigos no último feriado? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte, a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.
Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas.
Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto...
queria... queria... mas não deu tempo.
Como está sua vida ? Qual o tempo que tem dedicado às coisas pequenas , mas importantes , da vida ? E Deus , em que lugar você ocoloca ? Será que ...?
Lembre-se , são poucas as pessoas que tem uma segunda e "nova oportunidade" de vida para mudar e ... Pense nisso . 

terça-feira, 24 de julho de 2012

CONQUISTE


CRESÇA E PRÓSPERE
E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção (Gn. 12:2)

Três áreas fundamentais precisam ser conquistadas para uma vida de êxito, a fim de trazer a prosperidade com crescimento.

1. Conquista familiar

Não existe consolidação sem se pensar na família, a célula principal. I Timóteo 5:8 diz que devemos consolidar o cônjuge, os filhos: "Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo". Devemos fazer de cada fase a melhor fase no relacionamento familiar, pois, se um líder estiver bem com a sua família, terá êxito em todos os seus projetos. Este líder verá que a consolidação e a prosperidade virão sobre as suas células e sobre a sua vida pessoal de uma forma tremenda e sobrenatural.

2. Conquista espiritual

Para consolidarmos outras vidas é preciso primeiro estarmos consolidados; para ministrarmos sobre prosperidade isto é preciso ser real em nós. Nesta fase do avivamento espiritual é necessário investirmos tempo em conhecer a Deus, em uma maior intimidade com o Espírito Santo, trazendo um conhecimento profundo da nossa própria vida.

3. Conquista emocional

É preciso deixar o sentimento de medo, fracasso, incapacidade, covardia, traumas da fase da infância até hoje, tudo aquilo que nos impede de crescer, de alcançar os planos de Deus para nós. Em qualquer área o líder da Igreja em Células deve ser aprovado nas suas emoções e no caráter irrepreensível.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

PARA REFLETIR


01 - A flor da honestidade

Conta-se que por volta do ano 250 a.c, na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo  com a lei, ele deveria se casar.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha  nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe. Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula :

- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas ricas  moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura. 
E a filha respondeu :

- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais  poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns  momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz. 
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio :

- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China. 
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc... O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que  se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se
preocupar com o resultado. 
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez  mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que,independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe. Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena. Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa. As pessoas presentes tiveram  as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe  esclareceu:

- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a  cultiva e espalha claridade ao redor
- Que esta nos sirva de lição e independente de tudo e todas as situações vergonhosas que nos rodeiam , possamos ser luz para aqueles que nos cercam .

 - Aproveitem e leiam : Ef 5.9 ( pois o fruto da luz está ....) e Mt 5.16 (Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para ...) 

No Centro da Vontade de Deus

Texto:  Ev. de João 15;7


domingo, 22 de julho de 2012

PROGRAMA, COMEÇANDO BEM O SEU DIA


TODOS OS DIAS DE SEGUNDA A SEXTA FEIRA, A PARTIR DAS 07 HORAS,
                UMA MENSAGEM PARA O SEU CORAÇÃO, COM O BISPO LEVI COSTA.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Caráter transformado, bons frutos


Caráter é a soma total de influências positivas ou negativas, apreendidas na vida de uma pessoa. É como uma marca impressa que distingue o indivíduo, e é formado pela aprendizagem. O caráter, no grego, significa imagem (Hb 1:3). O que o homem tem edificado com seus dons e talentos logo será destruído, se for edificado com base num mau caráter. O caráter se manifesta através de valores, motivações, atitudes, sentimentos, ações.

Todos precisamos ser tratados no caráter para que nossos frutos sejam vistos pelos novos convertidos. Como devemos ser tratados? Existem várias formas que Deus usa para isto: tratamento pelo fogo, pela lavagem, pelo perdão, pelas humilhações. Nossas atitudes diante do tratamento determinarão se obtivemos êxito, pois é a disposição para a mudança que gera frutos.

Podemos fazer uma comparação das características de Cristo e da Serpente, para perceber quais as atitudes que impedem a consolidação.

Cristo
Serpente
Acessível
Arrogante
Alegre
Oprimido
Auto-domínio
Descontrolado
Calmo
Violento
Cavalheiro
Grosseiro
Constante
Inconstante
Decoroso
Indecente
Diligente
Vadio
Ensinável
Jactancioso
Esforçado
Comodista
Firme
Frouxo
Humilde
Orgulhoso
Íntegro
Hipócrita
Justo
Injusto
Manso
Explosivo
Moderado
Exaltado
Paciente
Impaciente
Perdoador
Irreconciliável
Pontual
Relaxado
Puro
Impuro
Quebrantado
Altivo
Reto
Parcial
Sábio
Insensato
Santo
Oportunista
Servo
Envaidecido
Sincero
Fingido
Sofredor
Apressado
Submisso
Rebelde
Tolerante
Intolerante
Trabalhador
Preguiçoso
Transparente
Dissimulado
Verdadeiro
Falso

Nossos frutos são manifestos e são mais cedo ou mais tarde reconhecidos por aqueles que nos cercam. Um bom testemunho de vida é fator fundamental para consolidar aqueles que cansados de um mundo errado, buscam um referencial de integridade e equilíbrio entre o povo de Deus.

sábado, 14 de julho de 2012

JESUS NÃO ERA POBRE !!




Gostaria de convidar você para viajar comigo, para ver um pouco da história de Cristo , e ver que nos ensinaram errado. Essa mensagem de que Jesus era pobre tem o seu inicio na Igreja Católica Romana, que ensinavam que os pobres herdariam o reino de Deus, por isso os incentivavam a doarem tudo que possuíam para a Igreja, enquanto a Igreja enriquecia o povo ficava cada vez mais pobre e dependente dela. A igreja protestante acompanhou o mesmo raciocínio, e manteve por longos anos esse ensino errado. Hoje algumas igrejas começaram a falar de Jesus de uma forma diferente do que ensinavam, agora, essa teologia antiga vive criticando e chamando de ‘Teologia da Prosperidade”, então vamos a história bíblica...

José ( Pai adotivo de Jesus )

1 – Introdução  -

Com esta designação de “José o carpinteiro”, referimo-nos a José, marido de Maria, a mãe de Jesus Cristo.
Parece à primeira vista, que temos muita informação sobre este personagem. Ele aparece logo no início dos evangelhos de Mateus e de Lucas, na descrição do nascimento de Jesus com uma completa genealogia.
Mas, depois desta imponente introdução, fica-se com uma certa desilusão, porque além destas passagens relacionadas com o nascimento de Jesus, José só volta a aparecer uma segunda vez quando Jesus tinha doze anos de idade e nunca mais é mencionado, pelo menos nos textos canónicos da Bíblia.
A maior parte das informações encontra-se nos textos apócrifos, mas parecem-me pouco credíveis e fruto da piedade dos seus autores.
Entre os textos apócrifos, a “História de José Carpinteiro” é o principal “livro” que pretende colmatar esta falta de informação, mas mencionamos este texto só a título informativo, pois no nosso estudo sobre José só nos iremos basear nos evangelhos canónicos e no que pode ser comprovado pela arqueologia e pela geografia da Palestina que certamente não mudou.

2 – Origens de José
Se acreditarmos nos textos de Mateus 1:1/17, onde temos a genealogia desde Abraão até José e em Lucas 3:23/38, onde temos a mesma genealogia, mas em sentido contrário, desde José até Adão, podemos afirmar que é bem conhecida a origem de José. Mas, parece-me difícil acreditar a 100% nas duas genealogias quando há algumas diferenças na parte em que seria de esperar uma perfeita sobreposição de informação. Julgo no entanto, que duma maneira geral, as duas informações, de Mateus e de Lucas, são praticamente coincidentes.
Também Lucas 2:4, confirma que José era da tribo de Judá, a mesma do Rei David, pois teve de ir da Nazaré na Galileia a Belém na Judeia, cidade dos seus antepassados, para o recenseamento ordenado pelas autoridades romanas.

3 – Porque emigrou José para a Galileia
Se José era da tribo de Judá, porque emigrou da Judeia, terra dos seus antepassados, onde poderia ter terrenos, para a Galileia, território de outra tribo, onde ele não poderia possuir propriedades?
Penso que a resposta está na sua profissão. Um carpinteiro necessita de madeira para trabalhar. Nos nossos dias, basta ir a algum fornecedor de material e comprar a madeira ou telefonar a uma serração que umas horas depois está na sua oficina um camião (caminhão) com o carregamento da madeira indicada, já serrada em tábuas, seca na estufa e pronta a ser trabalhada. Mas José viveu numa época bem diferente. Ele tinha de montar a sua oficina não muito longe duma floresta onde houvesse árvores que pudessem fornecer boa madeira.
Penso que as características geológicas e climatéricas dos nossos dias, serão as mesmas da época de José, bem como a vegetação de crescimento espontâneo.
Na Judeia, terra dos seus antepassados, a precipitação média anual não vai além dos 100 milímetros por ano, enquanto na Galileia, esse valor é de 700 a 1000 milímetros por ano. Nazaré fica na baixa Galileia, região predominantemente agrícola, enquanto as árvores que poderiam fornecer matéria-prima para a pequena indústria de José, cresciam na alta Galileia e deve ter sido bem árduo o trabalho de levar os troncos para a sua oficina

4 – Profissão de José
De acordo com Mateus 13:55 e Marcos 6:3, podemos concluir que José era carpinteiro e como era natural nessa cultura, em que os filhos geralmente seguiam a profissão dos pais, José ensinou essa profissão a Jesus.
Mas o que é um carpinteiro?
Mesmo na nossa cultura, tanto é carpinteiro o que ainda trabalha manualmente, com o martelo, serrote, plainas etc, como a maioria nos nossos dias que utiliza ferramentas eléctricas, como ainda o que se senta em frente do computador, marca as dimensões da peça de madeira que pretende, e o computador comanda as máquinas que lhe preparam a peça desejada com precisão de milímetro, já aplainada e até envernizada se o equipamento for programado para isso.
Mas, temos também os vários tipos de carpinteiros dos nossos dias, desde o carpinteiro de cofragem da Construção Civil, ao carpinteiro especializado em móveis vulgarmente conhecido por marceneiro, até ao carpinteiro de Construção Naval, talvez o mais especializado dos carpinteiros.
Muito mais difícil é saber o que era, e o que fazia o carpinteiro na época em que José viveu.
Julgo que esta informação da profissão de José, é a mais importante para este estudo.

5 - O que era o carpinteiro nessa época
5.1 – No aspecto social
Temos várias referências ao carpinteiro no Velho Testamento. Podemos ler em 2º Samuel 5:11, 2º Reis 12:11, 2º Reis 22:4/6.
Em todas estas referências o carpinteiro aparece em primeiro lugar na lista dos profissionais de Construção Civil e não há qualquer referência aos Arquitectos nem Engenheiros. Somente em II Reis que citamos, há essa referência “.. aos que têm o cargo da obra..” como está em Almeida e que alguns tradutores se precipitaram em traduzir por empreiteiros certamente sem o significado técnico que esta palavra tem nos nossos dias.
Isto significa simplesmente que nessa época as profissões não tinham equivalência às dos nossos dias. Ainda não tinham surgido as profissões de Arquitecto nem de Engenheiro de Construção Civil e quem exercia estas funções era o carpinteiro ou o pedreiro mais experiente e especializado.
Noutras referências bíblicas que encontramos, como 1º Crónicas 14:1, fala-se em pedreiros e carpinteiros, e em 1º Crónicas 22:15 encontramos canteiros, pedreiros e carpinteiros. Quando nos nossos dias se fala em canteiros e cantaria, só nos lembramos dos materiais de revestimento e rochas ornamentais, que também se usavam nessa cultura em que José viveu. Mas nessa época, havia ainda, uma outra grande responsabilidade do canteiro, pois era o profissional que escolhia e talhava a pedra, que nesse tipo de construção mantinha a solidez do edifício, numa época em que ainda não havia concreto armado.
Podermos concluir que o carpinteiro, assim como o canteiro e o pedreiro, nessa cultura, era pessoa prestigiada e com nível econômico e social acima da média.

5.2 – O que fazia o carpinteiro
Podemos ainda colocar a seguinte questão: Mas, se não há uma perfeita equivalência entre as profissões nessa cultura e nos nossos dias, então o que fazia o carpinteiro?
Penso que o carpinteiro dessa época engloba várias profissões dos nossos dias, pois nós vivemos numa cultura altamente especializada, em que cada profissão se desdobra em várias especializações. Agora, já ninguém fala nos sábios que antigamente pretendiam saber tudo. Há cerca de 50 anos havia os Engenheiros que pretendiam saber tudo de engenharia, o que é impensável nos nossos dias em que há engenheiros das mais diversas especializações.
Podemos imaginar o que seria o trabalho de José.
Primeiro, pegava no machado e procurava uma boa árvore, para obter a madeira para o seu trabalho, numa época em que ainda não havia os madeireiros dos nossos dias. Para isso, teria de subir às montanhas, pois na maior parte do território de Israel só havia pequenos arbustos.
Este pormenor, como já dissemos, pode explicar porque é que José, sendo descendente de Davi, da tribo de Judá, foi viver em Nazaré, que ficava na Galileia, onde não podia possuir terrenos de acordo com a lei judaica, embora nessa época já estivessem dominados pelos romanos e não sabemos se essa velha lei que dividia o território pelas várias tribos, ainda seria cumprida a rigor. Mas penso que José terá sido bem recebido pelos nazarenos, não só por ser pessoa simpática e pacífica, como pela sua profissão, pois vinha implantar mais uma indústria e arranjar postos de trabalho na pacata cidade de Nazaré. 
Já vimos que o carpinteiro pegava no machado para derrubar a árvore. Mas, e depois, numa época em que não havia máquinas para transportar os troncos?
Certamente que os troncos das árvores seriam arrastados até à sua oficina em Nazaré, possivelmente com a ajuda de bois para esse trabalho. Mesmo admitindo que as árvores maiores cresciam no alto dos montes, sendo este trabalho de certa maneira facilitado pelo declive do terreno, certamente que essa seria uma fase bem difícil da sua profissão.
Podemos imaginar a casa de José com um grande quintal cheio de troncos de árvores.
Mas, continuamos com as nossas dúvidas. Que fazia ele com esses grandes e pesados troncos de árvore? Nessa época ainda não havia serrações com serras eléctricas, muito menos estufas para secar a madeira.
É principalmente neste pormenor que podemos obter uma “fotografia”, mesmo que desfocada de José.
Todos esses troncos de árvore, tinham de ser serrados manualmente para depois serem secos ao ar quente e seco de Nazaré.
Não sabemos bem como era o machado e a serra de José. Nessa época, cerca do ano zero da nossa era, o bronze já tinha sido substituído pelo novo metal, o ferro, que iria mudar o mundo, mas não podemos confundir o ferro fundido com o aço dos nossos dias. Era certamente uma pesada serra de ferro fundido, manobrada por dois homens, um em cada extremidade. Trabalho muito violento, para transformar os troncos em tábuas que pudessem ser utilizadas na sua carpintaria.
É impensável que José fosse o velhinho que andava agarrado ao seu cajado, como nos mostram muitas imagens, fruto da “devoção” dos católicos, com a intenção de “comprovar” a virgindade perpétua de Maria, pois esse respeitável velhinho dessas imagens, nunca poderia ser o verdadeiro José, o carpinteiro dessa época.
Pelo contrário, a profissão de carpinteiro leva-nos a imaginar um homem jovem ou de meia-idade, de grande estatura, músculos poderosos, mas também capacidade intelectual, pois ele era também o arquitecto e o engenheiro dos seus trabalhos.
Se Jesus era o Filho de Deus, também não o consigo imaginar um jovem pequeno e magro. Aliás Lucas 1:80 informa-nos que ..o menino crescia e se robustecia em espírito... dando a entender que foi um jovem à altura do seu pai adotivo, pois se não fosse assim, não poderia ser também carpinteiro como José. Marcos 6:3

5.3 Que tipo de carpinteiro foi José?
A construção civil da época era geralmente de pedra. Segundo o investigador e historiador Joaquim Jeremias, havia em Jerusalém alguns edifícios com três pisos, que certamente necessitariam de vigamento de madeira para os pavimentos, mas em Nazaré, penso que todas ou quase todas as habitações teriam só um piso. Mesmo assim, só alguns ramos seriam suficientes para a cobertura das habitações mais humildes de Nazaré e isso não exigiria a intervenção dum carpinteiro como o relato bíblico nos apresenta. Nessa época, estava em construção a cidade de Séforis onde o Império Romano colocara a capital da Galileia e onde certamente haveria edifícios de habitação e edifícios públicos mais luxuosos onde as coberturas seriam com asnas de madeira e não os simples ramos das pobres habitações da Nazaré. Séforis ficava somente a seis quilómetros a noroeste da Nazaré e aí haveria certamente trabalho para os bons profissionais de carpintaria. É bem possível que José tivesse trabalhado nesses edifícios ajudado pelo jovem Jesus. 
Não é possível saber que tipo de carpinteiro era José, mas olhando para o mapa de Israel da época, e para a localização da Nazaré, pelo menos suspeito que fosse carpinteiro de Construção Naval.Nazaré ficava a 25 kl da praia ( Galileia ).Não podemos raciocinar com base na realidade dos nossos dias, em que todos os estaleiros se construção naval estão ao pé do mar.
Para um hábil carpinteiro como José, arrastar o barco por esses 25 quilómetros, talvez fosse mais fácil do que arrastar os pesados troncos necessários à sua construção. Aliás, sabemos que em Corinto já havia a técnica de levar barcos pelas estradas. Esses eram barcos de mercadorias e passageiros, que navegavam no Mediterrâneo, certamente muito maiores do que os barcos de pesca, do lago a que chamamos o Mar da Galileia.
Noto também uma forte ligação de Jesus aos homens do mar, nomeadamente os pescadores, que pode ser o indício do que terá sido a sua vida desde os 12 até aos 30 anos. Grande percentagem dos apóstolos eram pescadores, muitas das parábolas estavam relacionadas com o mar e a pesca, além de Jesus mostrar que estava perfeitamente identificado com o ambiente do Mar da Galileia, embora esse pormenor possa ser atribuído à sua natureza divina.
Admitindo que José foi carpinteiro de Construção Naval, uma das dificuldades do seu trabalho seriam os 25 quilómetros que separam Nazaré do Mar da Galileia, através dum caminho montanhoso. É verdade, que não se sabe por onde passava a tal estrada, ou simples caminho da Nazaré ao Mar da Galileia, pois não ficaram vestígios arqueológicos como no caso das vias romanas, mas qualquer engenheiro civil ou topógrafo ou outro profissional ligado a estradas, em face duma planta topográfica suficientemente ampliada, não teria dúvidas em “adivinhar” qual a provável localização dessa estrada ou caminho, pois nessa época não havia máquinas para grandes trabalhos de escavação ou terraplenagem, muito menos se podia pensar em túneis, e a conclusão seria sempre uma estrada de montanha com várias subidas e descidas. Também o relevo obrigaria a muitas curvas e os 25 quilómetros de distância em linha reta, por estrada seriam certamente muitos mais.

6. Como era José como homem
Encontramos em Mateus 1:19. José, seu esposo, sendo justo, e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu repudiá-la em segredo. Aqui refere-se à atitude de José quando soube que Maria estava grávida antes de se juntarem pelo casamento. 
Parece um tanto estranha a interpretação de Mateus, que classifica José como “justo” devido à sua atitude. Nesse contexto cultural veterotestamentário, justo era o que praticava a justiça de acordo com a Velha Lei. Se José apelasse para a justiça segundo a Lei de Moisés, Maria seria condenada à morte por lapidação se não houvesse alguma intervenção das autoridades romanas para impedir tal execução, pois viviam numa época em que a aplicação da velha Lei tinha algumas limitações impostas por Roma.
Penso que, mais importante do que a classificação de Mateus, é examinarmos a atitude de José, antes da intervenção do anjo que lhe falou.
José não quis acusar Maria de infidelidade e resolveu deixá-la em segredo. Nem sabemos se terá exigido do pai de Maria a devolução do que lhe teria pago, como era tradição entre os judeus. Penso que esta atitude não nos mostra um homem justo, muito menos se pensarmos no que era o homem justo nessa cultura. Eu preferia chamar-lhe de homem pacífico, conciliador, um homem bom, que preferiu ficar prejudicado a apelar para a justiça a que tinha direito.
Em Mateus 1:20/25 temos a descrição do anjo que em sonhos apareceu a José.
Muito se tem dito de Maria como a mulher escolhida por Deus para a concretização dos Seus planos, mas penso que o mesmo podemos dizer de José, que também foi o homem escolhido por Deus.
Apesar de todas as compreensíveis dificuldades, José aceitou prontamente as instruções do Anjo que lhe apareceu. Atendendo à profissão de José, homem realista, habituado a raciocinar, penso que não haja aqui qualquer ingenuidade ou fanatismo religioso. Isto mostra que José era homem de fé, uma fé consciente dum verdadeiro escolhido do Senhor.
Em Mateus 2:13/14  e Mateus 2:19/21 temos novas aparições do anjo a que José prontamente obedece.
Nenhum dos evangelistas assistiu pessoalmente a estes acontecimentos e só Mateus registou esta fuga para o Egipto e o massacre das crianças. Lucas que foi tão meticuloso ao escrever o seu evangelho, como ele próprio afirma logo no início, parece ter rejeitado estas informações, assim como muitas outras dos antigos textos que ficaram conhecidos como os apócrifos do Novo Testamento que tentam colmatar o silêncio do que terá acontecido antes de Jesus iniciar a sua pregação.
Em Lucas 2:41/50 temos uma referência a José, embora o seu nome não apareça. Neste acontecimento, tanto José como Maria, têm o comportamento de qualquer casal que procura o seu filhinho Jesus, nessa altura já um jovenzinho de 12 anos.
Quando encontraram a Jesus, foi Maria que perguntou: Filho, por que nos fizeste isso? Trata-se duma pergunta que tem um certo tom de repreensão. A atitude de José e a precipitação de Maria, numa altura em que tal era bem compreensível devido à sua preocupação, mostram um homem pacífico que não intervinha sem necessidade, pois se houvesse alguma repreensão a fazer a Jesus, era a ele, como chefe de família que competia tomar a iniciativa. Mas afinal, nem José nem Maria compreenderam a resposta de Jesus.

7. Conclusão
Não há mais referências a José em toda a Bíblia. A informação que temos é pouca, mas já nos basta para “vermos” um homem fisicamente grande e forte, com qualidades de chefia que se impõe não pelo seu autoritarismo mas pela sua competência e espírito pacífico e tolerante, além de ser um verdadeiro crente, que cumpriu a função para que o Senhor o chamou, pois quando Deus o escolheu, bem sabia quem era José, o escolhido do Senhor

Maria - Mãe de Jesus

O personagem central de toda a Bíblia, nomeadamente do Novo Testamento, é Jesus o Cristo. Em Mateus 1:1/17 e em Lucas 3:23/38, encontramos a genealogia de José, marido de Maria. Neste caso em especial, gostaria de perguntar aos evangelistas: Afinal, que temos a ver com esta genealogia de José se ele não foi o pai biológico de Cristo, que nasceu por intervenção divina, segundo Mateus 1:18/20? Não seria mais natural uma genealogia de Maria? Isso foi certamente influência do contexto cultural judaico, que dava toda a importância ao homem, chefe de família e não à sua mulher ou mulheres, numa cultura em que a poligamia era permitida, e os sacerdotes davam o exemplo, como aliás quase todos os que consideramos os grandes exemplos veterotestamentários.
No Velho Testamento encontramos vários “ungidos” ou “cristos”, o que corresponde à palavra “messias” em hebraico como foi o caso dos reis de Israel. Mas Jesus, o filho de Maria, não foi mais um cristo ou ungido entre muitos, mas sim “o Cristo”, como aparece nas primeiras referências, sendo posteriormente omitido o artigo “o”. Logo no início do seu evangelho, João identifica Jesus como a Palavra de Deus, que criou todo o Universo. Se, como muitos pretendem, o nome de Jesus se refere ao homem, e o nome de Cristo ou Messias se refere à sua natureza divina, então o Cristo sempre existiu, mas veio ao nosso mundo através do homem, nascido de Maria, a que esta deu o nome de Jesus (Mateus 1:21 e Lucas 1:31). Não me parece correto o título “Maria mãe de Deus” (Theotokos) que foi utilizado pela primeira vez, pelo bispo Nestório no Concílio de Éfeso no ano 431, título que era desconhecido no primitivo cristianismo.
Infelizmente, não temos nenhuma genealogia de Maria, pelo menos nos livros canónicos. O livro apócrifo “Natividade de Maria” rejeitado por católicos e protestantes, também nada diz sobre a genealogia de Maria. A afirmação em Romanos 1:3, que se refere a Jesus como... nascido da estirpe de David segundo a carne, leva-nos a pensar que, se José não foi seu pai biológico, Jesus só poderia ser da descendência de Davi através de Maria. Mas penso que seria forçar um tanto a interpretação desta simples introdução da epístola 
aos Romanos, pois isto não é uma passagem didática sobre Maria e a informação é demasiado vaga, pelo que nem sabemos se Maria seria também descendente de Davi, embora essa hipótese seja bem possível.

Jesus 


 A bíblia não fala sobre Jesus, depois dos seus 12 aos 29 anos, mas como em vários textos do Novo testamento ele é conhecido como carpinteiro de Nazaré( Mc. 6;3), essa afirmação leva-nos a crê que Jesus deu continuidade a empresa do pai ( José), até o dia em que ele resolve iniciar seu ministério abandonado tudo e seguindo o seu ofício. Nesse mesmo capitulo vemos muitos que conheciam Jesus ha bastante tempo, pois falavam dele como alguém muito próximo.
Jesus foi um grande Carpinteiro, conhecido em toda aquela região, como já falamos; podemos concluir que o carpinteiro, assim como o canteiro e o pedreiro, nessa cultura, era pessoa prestigiada e com nível econômico e social acima da média.

Então  chegar de ensinar o que Roma nos ensinou, um Jesus pobre, filho de uma família pobre, que nasceu em uma manjedoura ( nascimento ocorrido nesse lugar por falta de vagas nas pousadas e hotéis da época e por se cumprir os dias de Maria dá a luz, não poderia mais esperar para o menino nascer, ele teria que nascer naquele momento, o único lugar disponível era a manjedoura). Pense nisto. Ele nos prometeu que nessa vida nos daria cem vezes mais e no futuro a vida eterna, se nos convertêssemos ao seu evangelho.



terça-feira, 10 de julho de 2012

Que Cargo você ocupa na igreja ?



O livro de Atos é um registro da história da igreja , desde seu nascimento em Jerusalém até sua chegada a Roma, a capital do império. Nessa trajetória muitas lutas foram travadas, muitas perseguições foram enfrentadas, mas, também, muitas vitórias foram celebradas. No capítulo 11 de Atos, nos versículos 1 a 26, Lucas relata o testemunho de Pedro aos irmãos da igreja de Jerusalém, como Deus abrira a porta do evangelho aos gentios. Segundo Warren Wiersbe, ilustre comentarista bíblico, esse relato nos enseja algumas preciosas lições.



1. Algumas pessoas fazem as coisas acontecer (At 11.4-17) - Pedro, mesmo relutante em atender à ordem de Deus, dispôs-se a levar o evangelho aos gentios. A parede da inimizade que separava os judeus dos gentios havia sido quebrada pela morte de Cristo (Ef 2.11-19). Essa notícia foi estonteante para os judeus tradicionais, uma vez que eles imaginavam que os gentios precisavam primeiro se tornar judeus para depois serem cristãos. Pedro, obedecendo ao desiderato divino, foi à casa do gentio Cornélio e pregou a ele e a toda a sua família o evangelho e eles creram e foram salvos. Damos graças a Deus porque Pedro não resistiu ao propósito de Deus e se tornou instrumento nas mãos do Eterno para as coisas acontecerem.


2. Algumas pessoas escutam que as coisas acontecem (At 11.1) - Chegou ao conhecimento dos apóstolos e dos irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus (At 11.1). Argüiram a Pedro sobre seu procedimento e exigiram explicações pelo fato de ele ter entrado na casa de gentios incircuncisos e até ter comido com eles. Essas pessoas dão mais valor à tradição religiosa do que às pessoas. Valorizam mais os rituais do que o amor. Elas imaginam que Deus não pode amar aqueles a quem elas rejeitam. Elas não são agentes para fazer a obra de Deus; apenas escutam com censura o que está acontecendo.





3. Algumas pessoas se opõem às coisas que acontecem (At 11.2,3) - Os membros legalistas da assembleia de Jerusalém atacaram Pedro por este ter entrado na casa do gentio Cornélio e tomado uma refeição em sua casa. Diante da arguição dos opositores, Pedro explicou que sua atitude foi em plena submissão à orientação do Espírito Santo (At 11.12) e desobedecer a esse mandato seria o mesmo que resistir ao próprio Deus (At 11.15-17). Por um momento essas pessoas se apaziguaram (At 11.18). Mais tarde alguns indivíduos, da seita dos fariseus, que desceram da Judéia para Antioquia teimavam em ensinar que os gentios precisam primeiro se tornar judeus para depois se tornarem cristãos (At 15.1-5). Para esclarecer esse ponto vital para o Cristianismo, foi necessário, que os apóstolos e os presbíteros se reunissem em Jerusalém num concílio geral a fim de silenciar aqueles que tentavam limitar a liberdade do evangelho.



4. Algumas pessoas ajudam outras pessoas a fazerem as coisas acontecer (At 11.19-26) - Quando a igreja de Jerusalém ouviu acerca do crescimento da igreja em Antioquia da Síria enviou para lá Barnabé, um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Este, imediatamente lembrou-se de Saulo que estava em Tarso e o convocou para juntar-se a ele na obra. Barnabé, o filho da consolação, fez do seu ministério uma plataforma de investimento na vida de outras pessoas, para que elas pudessem ser usadas também nas mãos de Deus. Longe de ser obstáculo para os que queriam fazer a obra como os fariseus legalistas, Barnabé era um facilitador, um cooperador e um encorajador daqueles que estavam engajados na obra.
Precisamos perguntar a nós mesmos, quem somos dentro da igreja: Pessoas que fazem as coisas acontecer? Pessoas que apenas escutam que as coisas estão acontecendo? Pessoas que se opõem ao que está acontecendo ou pessoas que ajudam outras pessoas a fazerem as coisas acontecer?

Cuidado com o que você está bebendo !




Esse comercial foi lançado em 2008
Para que ser uma anja, enquanto você pode desistir disso pela Coca Cola e se tornar uma diabinha !!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Um Verdadeiro Discípulo




Texto Chave: Jo 8.31-36

Introdução: O discipulado genuíno é o caminho preparado por Jesus para todos os seus discípulos. Este processo tem resultados aqui e agora, trazendo uma vida vitoriosa, como também, nos leva a vida eterna para morar com o Pai.

Vamos entender este processo:

1- O que é - submissão obediente à Palavra de Cristo (v.31) - "Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente, sereis meus discípulos".
- O verdadeiro discípulo de Jesus tem normas a serem cumpridas e estas estão contidas na Palavra de Deus.
- A Palavra de Deus tem princípios imutáveis, que regem a vida de um discípulo, como rege todo o universo.
- A Palavra foi deixada por Deus, para ser vivida integralmente e não questionada.
- O discípulo precisa tomar uma decisão: Se está escrito na Bíblia, crer sem questionamentos.
2- O resultado - conhecimento progressivo da verdade (v.32) - "e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".
- A submissão obediente à Palavra de Cristo, traz conhecimento progressivo da verdade.
- Jesus é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6).
- O caminhar de um discípulo precisa ser de crescimento contínuo.
- Precisamos hoje, ser melhores do que ontem e amanhã sermos melhores do que hoje.
- A medida que a verdade for sendo revelada, a libertação acontecerá. É um processo progressivo.
3- Seu benefício - libertação do jugo do pecado (v.36) - "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres".
- Pecado é errar o alvo, pés tortos, escravidão, maldição, cadeias, domínio de satanás na vida de uma pessoa.
- Pecado é quebra de princípios estabelecidos na Palavra de Deus.
- A submissão obediente à Palavra de Cristo, traz conhecimento progressivo da verdade e a libertação do jugo do pecado.
- Um filho, debaixo do jugo do pecado, não é ouvido pelo Pai - "Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse ouve" (Jo 9.31).
"Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça" (Is 59.2).
- O verdadeiro discipulado é caracterizado pelo combate contínuo ao pecado, confrontando-o - "Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado" (Hb 12.4).
- A verdadeira liberdade só é conquistada quando somos livres do pecado.
4- Direitos de filhos no lar de Deus (v.35) - "Ora, o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre".
- O verdadeiro discipulado anula a orfandade na vida de um discípulo - "Vejam como é grande o amor do Pai por nós! O seu amor é tão grande, que somos chamados de filhos de Deus e somos, de fato, seus filhos. É por isso que o mundo não nos conhece, pois não conheceu a Deus" (1 Jo.3.1).
- O Salmo 23 diz que habitaremos na casa do Pai, por toda a eternidade
Conclusão: A submissão obediente à Palavra de Cristo, traz conhecimento progressivo da verdade, libertação do jugo do pecado, e direitos de filhos no lar de Deus. Após este caminho percorrido, temos uma responsabilidade dada por Jesus em João 15.16 - "Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e dêem fruto e que esse fruto não se perca. Isso a fim de que o Pai lhes dê tudo o que pedirem em meu nome."